O pára-raios: este sistema é encarregado de conduzir a eletricidade oriunda dos raios até o solo, onde esta eletricidade se dispersa. O sistema de pára-raios deve ser frequentemente vistoriado pelo síndico ou pelo zelador, pois este procedimento pode evitar grandes acidentes.
1 – Cabos - Deve-se verificar se os cabos não estão soltos ou bambos demais, estes cabos devem estar presos e guiados pelo isolador (gaiolas de fireday) para o funcionamento e isolamento correto.
2 – Gaiolas de fireday – São estas as responsáveis por alinhar e isolar os cabos do pára-raios. Estas não podem estar soltas e sim, muito bem fixadas sobre as platibandas.
3 – A Haste – Haste é um tipo de barra de cobre com aproximadamente 3m de comprimento e ¼” de diâmetro a qual é fixada num ponto alto do edifício com a finalidade de captar os raios que poderiam atingir alguma parte do prédio. A haste é presa num suporte sobre a laje do reservatório e esta é então ligada aos cabos condutores que seguem prédio a baixo até o solo. Verifique se não estão soltas, pois se cair pode causar grandes danos ao telhado, reservatório, antenas e outros.
4 – A manutenção - É extremamente necessária uma verificação anual das condições do sistema e do aterramento. Somente contrate empresa especializada no assunto, evite riscos.
Um raio, relâmpago ou corisco é talvez a mais violenta manifestação da natureza. Numa fração de segundo, um raio pode produzir uma carga de energia cujos parâmetros chegam a atingir valores tão altos quanto:
125 milhões de volts
200 mil ampères
25 mil graus Celsius
Embora nem sempre sejam alcançados tais valores, mesmo um raio menos potente ainda tem energia suficiente para matar, ferir, incendiar, quebrar estruturas, derrubar árvores e abrir buracos ou valas no chão.
Ao redor da Terra caem cerca de 100 raios por segundo. No Brasil, nas regiões Sudeste e Sul, a incidência é de 25 milhões de raios anualmente, sendo a maior quantidade, no período de dezembro a março, que corresponde à época das chuvas de verão.
A melhor proteção contra raios é oferecida pelo pára-raios: aparelho relativamente simples desenvolvido por Benjamin Franklin em 1752. Consta de três elementos principais - um mastro com captador, um aterramento e um cabo de ligação preso a isoladores. Não obstante a simplicidade, os parâmetros obedecem a especificações técnicas que obrigam a contratação de pessoal ou firma com qualificações adequadas para a instalação do pára-raios. Mas, atenção: o único tipo de pára-raios permitido é o "Franklin", já que o "radioativo" está proibido desde 1989. O uso de pára-raios é obrigatório para prédios com mais de 30 metros de altura. Queimar todos os equipamentos elétricos ou até mesmo causar um incêndio dependendo da intensidade do raio. Esses são alguns dos danos que podem ser causados em edifícios caso não haja instalação de um pára-raios. A manutenção de um pára-raios depende da qualidade do solo. Se for pobre, deve ser feita em um curto período de tempo, se for rico, a manutenção pode ser mais espaçada. Segundo José Osmar Alves, técnico em instalação elétrica, um pára-raios deve ser revisado anualmente, ou no máximo dois anos após a instalação.