Maio/2010
Sob epidemia, Estado de SP tem 8 vezes mais casos de dengue que em 2009
Sob epidemia, Estado de SP tem 8 vezes mais casos de dengue que em 2009

Com mais de 69 mil casos registrados até abril, o Estado de São Paulo enfrenta a segunda pior epidemia de dengue desde o ressurgimento da doença, nos anos 80. A situação em 2010 só não é pior que a de 2007, quando foram registrados mais de 97 mil casos, e já supera 2001, até agora o segundo pior ano para a doença, com 51 mil. O total de 2010 ainda deve aumentar: a cidade paulista mais afetada pela doença, Ribeirão Preto, contabilizava 13 mil pacientes de dengue até abril, mas na semana passada atualizou o número para mais de 15 mil.
Capital já registra o dobro de casos de dengue do ano passado
O número de casos de dengue registrados em São Paulo até o dia 7 de abril já representa o dobro do ano passado. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a capital tem 741 casos autóctones, ou seja, com contaminação na própria cidade. Em 2009 foram 322 casos. O bairro mais afetado pela doença é a Vila Sônia, na zona sul, com 42 casos. A previsão é que o número aumente nos próximos dois meses. Abril e maio costumam registrar mais casos por causa da proliferação do mosquito, que se reproduz com mais facilidade em meses quentes e chuvosos, como dezembro, janeiro e fevereiro, e atinge a maturidade nos primeiros meses do outono.
Como prevenir a dengue nos condomínios
No caso dos prédios residenciais e comerciais, há um fator extra: além dos apartamentos, a prevenção deve se estender às áreas comuns, como garagem, jardins, piscina, caixa d'água e até o fosso do elevador.
O cuidado deve ser redobrado em áreas como ralos externos e canaletas de drenagem para água da chuva, marquises, calhas, pratos de vasos para plantas, caixas d'água e piscinas sem uso freqüente.

Veja os cuidados necessários nas áreas comuns dos condomínios:

- nos ralos externos e internos de esgoto e nas canaletas de drenagens para água da chuvas, devem ser colocadas telas de nylon para proteção ou sal uma vez por semana;

- nas lajes e marquises, é preciso manter o escoamento de água desobstruído e sem depressões que permitam acúmulo de água, eliminando eventuais poças após cada chuva;

- as calhas devem estar sempre limpas e sem pontos de acúmulos de água;

- os fossos de elevador devem ser verificados semanalmente; caso haja acúmulo de água, deve ser providenciado o escoamento por bombeamento;

- vasos sanitários sem uso diário devem estar sempre tampados, e a descarga deve ser acionada semanalmente; caso os vasos não possuam tampa, devem ser vedados com saco plástico e fita adesiva;

- caixas de descarga sem tampa e sem uso diário devem ser tampadas com filme plástico ou saco plástico e fita adesiva;

- água em pratos e pingadeiras de vasos de plantas deve ser substituída por areia grossa ou pingadeira, até as bordas;

- caixas d-água devem estar sempre vedadas e devem ser limpas periodicamente;

- piscinas em período de uso devem passar por tratamento adequado com cloro;

- piscinas sem uso freqüente devem ser mantidas com menor volume de água possível; semanalmente, é preciso aplicar cloro na dosagem adequada ao volume de água;

- bromélias devem ser substituídas por outro tipo de plantas que não acumulem água; enquanto esta medida não é adotada, é preciso regar a planta com mangueira sob pressão, duas vezes por semana.

Jornal S.O.S do Síndico todos os direitos reservados.