Maio/2010
Modernizar os elevadores traz inúmeras vantagens ao condomínio
Modernização do aparelho gera economia de até 40% no gasto de energia elétrica do prédio
Quando a manutenção mensal dos elevadores não consegue diminuir o índice de falhas em sua operação e as despesas com troca de peças, é hora de modernizar o equipamento.
Sua atualização tecnológica otimiza o tempo de viagem e possibilita ao condomínio uma economia de energia elétrica que chega a 40%, segundo Marco Antonio Saidel, professor de engenharia elétrica da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).
Outros benefícios são a maior segurança aos usuários, a valorização do imóvel e a redução de custos de conservação.
Empresas especializadas oferecem dois tipos de modernização: o tecnológico, que faz a atualização de máquinas e de componentes necessários ao funcionamento do equipamento, e o estético, que consiste na atualização da cabine e das partes externas -porta e botões de acionamento do elevador.
"Na modernização tecnológica geralmente é substituída a máquina de tração, responsável pelo movimento", diz Francisco Bosco, diretor de operações da Atlas Schindler.
Fábio Aranha, presidente do Seciesp (Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo), indica a atualização se o elevador tem mais de 20 anos, sobretudo pela falta de peças de reposição.
No condomínio em que o administrador Jorge Rugitsky é síndico, no Jardim Europa (zona oeste), o maquinário de dois elevadores sociais de 40 anos foi trocado, e suas cabines, modernizadas. As cabines de dois elevadores de serviço também foram reformadas.
Conservação
"Só a troca das máquinas custou R$ 200 mil", diz Rugitsky. Ele relata que a manutenção dos elevadores onerava muito o valor do condomínio, e os moradores viviam reclamando de panes nos equipamentos. "A conta de energia elétrica já baixou 35%", calcula.
A legislação municipal de São Paulo obriga o cadastro de cada elevador no Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis) e a nomeação de uma empresa responsável por sua manutenção mensal.
"Essa manutenção evita defeitos como desnivelamento excessivo entre a cabine e o andar, abertura das portas sem que a cabine esteja no andar correto, paradas no meio do trajeto e não atendimento às chamadas", lista Edilson Rosin, gerente da Elevadores Otis.
A conservação não precisa ser feita pela fabricante do elevador. Outras empresas podem ser cotadas para realizá-la.
Má conservação dá multa a condomínio
Relação de prestadoras de serviço habilitadas pelo Contru pode ser pesquisada no site da prefeitura
Ao optar por uma empresa de manutenção ou para a modernização do elevador, é preciso checar se ela está qualificada para realizar o serviço.
"No site da prefeitura [www.prefeitura.sp.gov.br], na Secretaria Municipal de Controle Urbano, é possível checar quais as empresas habilitadas e a legislação sobre elevadores em vigor", diz o engenheiro Vagner Monfardini Pasotti, do Contru.
Ele orienta que é preciso assinar um contrato detalhado com as especificações do tipo de serviço a ser prestado.
Pasotti lembra que, além de fazer a manutenção mensal, a empresa conservadora deve enviar ao Contru o RIA (Relatório de Inspeção Anual) com o resultado das vistorias, para o condomínio não ser penalizado com multa de uma a dez UFMs (Unidade Fiscal do Município; de R$ 96,33 a R$ 963,30).
O investimento em uma modernização, que deve ser aprovado em assembleia de moradores, depende de uma avaliação dos equipamentos, da necessidade e da disponibilidade financeira de cada condomínio.
Pode envolver desde um novo revestimento de cabine até a implementação de uma tecnologia como a biometria, em que as pessoas cadastram suas impressões digitais para ter permissão de acesso aos andares.
"Na cabine do elevador, o usuário coloca o dedo em uma unidade leitora digital para ser identificado", detalha Francisco Bosco, diretor da Atlas Schindler. "A botoeira da cabine irá liberar os andares aos quais ele tem acesso."
Uma reforma estética pode ser requisitada mesmo se o equipamento é novo. "Se a construtora entregou o elevador sem espelho e com piso vinílico, o condomínio pode contratar uma empresa para a instalação de um espelho e de piso de granito", exemplifica Bosco.
Segurança
Sobre a segurança do equipamento, Francisco Valente, diretor da Mundo do Elevador (empresa de projeto e instalação de elevadores), diz que aparelhos fabricados após 2000, com base na norma NM 207 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), não precisam ser modernizados, "a menos que uma avaliação de risco assim o determine".
A cidade de São Paulo tem 60.051 elevadores que fazem 4,3 trilhões de viagens por ano, segundo o Seciesp (sindicato de empresas de elevadores).
Fonte: Folha/Imóveis
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